Desemprego continua a cair em julho e chega ao menor patamar do trimestre
A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3% no trimestre até julho, após marcar 5,8% nos três meses encerrados em abril, que servem de base de comparação, apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (27/9).
O indicador é o menor para o intervalo até julho na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O levantamento começou em 2012.
A taxa de 5,3% ficou em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também era de 5,3%, segundo a agência Bloomberg.
A pesquisa do IBGE abrange o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ, e o setor informal, sem esses registros.
Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais que não tem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar.
A taxa de desocupação já havia registrado 5,4% até junho, mas o IBGE evita a comparação direta entre trimestres com meses repetidos. É o caso dos intervalos finalizados em junho e julho.
Na divulgação anterior, economistas afirmaram que o mercado de trabalho ainda mostrava força, mas começava a dar sinais mais claros de desaceleração em um contexto de juros altos para conter a inflação. Um dos indícios apontados na ocasião foi a relativa estabilidade da renda após trajetória de crescimento.
Conforme analistas, o desemprego baixo para os padrões brasileiros reflete uma combinação de fatores como o crescimento da atividade econômica nos últimos anos. A economia segue com medidas de estímulo do governo Lula (PT) antes das eleições, enquanto o aperto dos juros altos atua em sentido oposto.
Outra questão citada por especialistas é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de buscar ocupação.
Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego, mas desafia o sistema previdenciário, porque a demanda por aposentadorias tende a crescer.
O mercado de trabalho ainda é influenciado por vagas ligadas à tecnologia. Estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em um ponto percentual.
Fonte: FolhaPress
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