Páscoa 2026: seis em cada dez consumidores são influenciados pelas redes sociais na escolha dos ovos, aponta CNDL/SPC Brasil
Uma nova pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, aponta que, na Páscoa 2026, o consumidor brasileiro está equilibrando a balança entre o desejo impulsionado pelas redes sociais e a necessidade rigorosa de autocontrole financeiro. O levantamento destaca o poder das plataformas digitais como TikTok e Instagram na decisão de compra. Seis em cada dez consumidores (61%) afirmam ser influenciados por tendências de sabores e formatos de ovos que viralizam nas redes.
A pesquisa mostra que 24% são “compradores por impulso viral”, aqueles que decidem a compra puramente pelo desejo de experimentar o que está em alta. Já, para a maioria (37%), embora exista a curiosidade despertada pelo digital, o valor final do produto atua como um limitador, podendo vetar a compra da tendência. Na contramão da viralização, 34% ignoram completamente os fenômenos virais, mantendo-se fiéis aos sabores tradicionais (ao leite, crocante e branco).
Apesar da pressão orçamentária, a pesquisa revela que a Páscoa permanece como um ritual social prioritário. Para 59% dos brasileiros, o preço é irrelevante quando o presente é destinado a alguém especial. O público infantil é o maior motor dessa tendência: 20% dos pais admitem que comprarão o que os filhos pedirem, independentemente do valor.
41% dos consumidores precisarão fazer ajustes nas finanças para encaixar os chocolates no orçamento
A pesquisa mostra que a comemoração da Páscoa exige sacrifícios para boa parte dos consumidores. Cerca de 41% dos entrevistados precisarão fazer ajustes nas finanças para encaixar os chocolates no orçamento. De acordo com os entrevistados, 24% pretendem reduzir gastos com saídas e deliveries. Enquanto 12% dos consumidores afirmam que podem substituir itens da cesta básica para garantir o chocolate.
Diante da falta de limite no cartão ou dinheiro à vista para a compra, 30% recorrem a estratégias extremas, como uso do cheque especial ou empréstimos (16%) ou uso de cartões de terceiros/parentes (14%). Por outro lado, 52% optam por produtos de menor valor para garantir a celebração dentro dos limites do orçamento. 26% interrompem a jornada de compra por falta de dinheiro ou crédito, sinalizando que para 3/4 da população a data é inegociável.
A decisão de compra na Páscoa é fortemente guiada por laços afetivos, a ponto de o preço tornar-se irrelevante para 59% dos consumidores. Esse grupo admite que o valor do presente ignora limites financeiros quando o presenteado é considerado especial (35%) ou quando o foco são os filhos, compram o que pedirem não importa o valor (20%).
A pesquisa ainda aponta que 67% dos entrevistados fazem compras fora do planejado, sendo que 41% escondem o valor real da compra da família ou cônjuge para evitar conflitos. As táticas variam entre a mentira sobre o preço (“foi baratinho” – 12%) até o “consumo secreto” (10%), onde o produto é ingerido escondido para eliminar vestígios do gasto extra.
Apenas 36% mantêm transparência total, mesmo sabendo que o valor acima do planejado gerará discussões.
Embora 43% tentem ser rígidos ao planejamento da compra, 31% cedem a estímulos de última hora no ponto de venda. O apelo visual do “túnel de ovos” (19%) e o “efeito choro” (influência dos filhos para evitar conflitos na loja, 12%) são os maiores inimigos do planejamento.
Por outro lado, 26% são caçadores de promoções agressivas, ignorando a compra caso não percebam uma vantagem clara de preço no momento.
Pensando na Páscoa dos últimos anos, 80% afirmam raramente ou nunca se arrepender do gasto, sugerindo que a satisfação imediata e o cumprimento do ritual social compensam o aperto financeiro posterior para a maioria. Esse grupo é composto por aqueles que planejam o orçamento à risca (50%) ou que, apesar de pequenos deslizes eventuais, mantêm o domínio sobre suas escolhas (30%). Em contrapartida, o comportamento de risco concentra-se em 15%, que admite se arrepender frequentemente por ceder ao impulso e comprometer a fatura.
37% aceitam ovos quebrados ou danificados pela economia nos gastos
A desmistificação da fidelidade (26%) revela um comprador que prioriza o custo-benefício em detrimento do logotipo; estando dispostos a trocar sua marca favorita por outra de supermercado ou desconhecida se for mais gostosa e mais barata. Esse movimento é reforçado pela aceitação da imperfeição estética: 37% aceitam ovos quebrados ou danificados pela economia nos gastos de até 50%, sinalizando que, para consumo próprio, o sabor e o preço sobrepõem o simbolismo da embalagem.
De acordo com o levantamento, 42% dos consumidores são conservadores e não pagam a mais por “novidades”. Contudo, temas infantis (21%) e opções de linhas diet, light ou funcionais (19%) são os únicos atributos que justificam um Premium Price (sobrepreço).
Metodologia
- Público-alvo: consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas (excluindo analfabetos) e que pretendem comprar presentes para a Páscoa.
- Método de coleta: Pesquisa realizada via web e pós-ponderada por sexo, idade, renda e escolaridade. Amostra: 883 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar na Páscoa. Em seguida, continuaram a responder o questionário 600 casos, com a intenção de comprar presente nessa data. Resultando, respectivamente, uma margem de erro no geral de 3,3 p.p e 4,0 p.p. para um intervalo de confiança a 95%.
- Data de coleta dos dados: 18 a 23 de fevereiro de 2026.
Sobre a CNDL – Criada em 1960, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de mais de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.
SPC Brasil – Há mais de 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.
Sobre a Offerwise – Há mais de 16 anos que a Offerwise vem abordando de maneiras inovadoras a pesquisa de mercado. Com um modelo único e próprio de recrutamento tem conseguido construir um dos principais painéis de pesquisa no mundo, evoluindo para uma empresa robusta de campo online com uso de tecnologia avançada. Detém o maior e mais representativo painel da América Latina e Hispânico nos EUA. Os escritórios ao redor do mundo estão compostos por profissionais de pesquisa de mercado que conhecem e compreendem suas culturas locais e também os consumidores que se deseja alcançar.
Informações à Imprensa
Marina Barbosa (61) 9 8340 0257 | [email protected]
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